A origem da produção de Dióxido de Titânio (TiO2) no Brasil data do ano 1969, quando começou a ser construída a fábrica da antiga Tibrás, por iniciativa de um grupo brasileiro liderado pela Construtora Andrade Gutierrez. A decisão foi tomada com base em um estudo do BNDES que chamava a atenção do empresariado brasileiro para o mercado de TiO2 no país.
A fábrica começou a ser operar em 1971, numa parceria entre o grupo nacional e a empresa alemã Bayer. Com 40 por cento do capital, a Bayer era responsável pela parte operacional e tecnológica e a Andrade Gutierrez (60 por cento) pela parte comercial.
Como na época da instalação da fábrica na Bahia ainda não existia o atual Pólo Industrial de Camaçari, optou-se por um local que fosse distante de centros urbanos, porém nos arredores da capital. Para chegar ao local escolhido, a cerca de 40 km de Salvador, a empresa precisou construir o que se conhece hoje como a Estrada do Coco.
A fábrica surgiu com o nome Tibrás, empresa criada pelo grupo brasileiro Andrade Gutierrez, que inicialmente adquiriu tecnologia do grupo inglês Laporte. Em 1971, devido à necessidade de constante atualização, o grupo fundador associou-se à alemã Bayer.
No início das atividades da planta da Bahia, a Ilmenita, principal matéria prima para a fabricação do pigmento de Dióxido de Titânio, era totalmente importada. Visando verticalizar a produção e fugir dos problemas de importação, a Tibrás criou em janeiro de 1970 a RIB – Rutilo e Ilmenita do Brasil, como uma empresa de pesquisa, lavra e beneficiamento, visando a prospecção de todo o litoral brasileiro. Dentre as varias ocorrências de jazidas encontradas, a de Mataraca (Paraíba) foi a que apresentou as melhores características para a implantação da mina. A mina iniciou a produção de Ilmenita em abril de 1983. Cinco anos depois, começou a produzir Zirconita e Rutilo. Em 1998 passou a produzir também Cianita.
Em 1º de julho de 1998, em pleno processo de democratização, a Millennium Inorganic Chemicals, dos Estados Unidos, assume o comando da fábrica, encerrando a era Tibràs. A nova gestora passa a enfatizar três aspectos: o controle da poluição, a segurança no trabalho e o desenvolvimento de atividades educacionais para as comunidades. Desde então, a Millennium passou por dois processos de aquisição, seguindo um ciclo considerado normal da indústria química mundial:
- Em 1º de dezembro de 2004, passou a integrar o Grupo Lyondell, conhecido mundialmente pela responsabilidade no controle ambiental e que ajudou a implementar nas oito fábricas da Millennium padrões de excelência operacional já praticados nas plantas da Lyondell mundialmente.
- No dia 16 de maio de 2007, foi vendida a Cristal Company, afiliada da Saudi Arabias National Industrialisation Co, que participa com 27 por cento do mercado mundial, emprega cerca de 3.600 profissionais, distribuídos por oito fábricas em seis países e escritórios em cinco continentes.
Em nenhum momento as mudanças de controle acionário afetaram a atuação responsável da empresa. Pelo contrário, os novos controladores procuraram continuamente aprimorar e ampliar as fronteiras do processo. As mudanças foram marcadas pelo aperfeiçoamento contínuo dos modelos de gestão, com um maior comprometimento com as questões relacionadas à saúde, segurança e meio ambiente. Houve também importantes investimentos em tecnologia, qualidade, qualificação dos empregados e maior integração com as demais plantas de TiO2 do grupo em todo o mundo. O comprometimento com essas questões é mantido até hoje.